30/01/2013 - Procedimento inédito no Amazonas
A equipe de cirurgiões plásticos do Hospital Santa Julia realizou, na tarde de ontem (24), um implante de matriz de regeneração dérmica, procedimento inédito na Região Norte, em uma criança de dois anos, que sofreu um grave choque elétrico. O objetivo da cirurgia é recuperar os tecidos danificados pela descarga elétrica e promover a recuperação estética.
De acordo com o médico Ricardo Góes, a garota teve 42% do corpo queimado e já passou por seis cirurgias reconstrutoras. Góes também explica que nesse último procedimento, foi implantada uma pele sintética, importada dos Estados Unidos, na cabeça, no membro superior direito, no tronco e nos dois pés da criança. “A grande vantagem dessa matriz dérmica é que ela fica na parte interna da pele, onde não há possibilidade de rejeição. Ela foi implantada em áreas de exposição óssea, simulando a derme. Por cima dessa matriz, fazemos o enxerto da pele”.
O procedimento durou cinco horas e contou com uma equipe formada por seis especialistas. A matriz instalada ficará no corpo da paciente e crescerá juntamente com o desenvolvimento ósseo. “Por isso não precisaremos trocar o material já que ele terá a função da derme e acompanhará o crescimento da paciente”, ressaltou o cirurgião.
Durante o implante, os médicos utilizaram um método de curativo com pressão negativa que, segundo Ricardo Góes, também é inédito na Região. “Esse curativo absorve todo líquido produzido pela pele e isso facilita a fixação da matriz dérmica anteriormente instalada. O curativo deverá ser trocado nos próximos 15 dias para facilitar a cicatrização”. Após a troca dos curativos, a criança estará apta para receber os enxertos de pele. “Tudo será feito para que a paciente recupere a mobilidade e tenha poucas cicatrizes no corpo”.
